CNH Industrial/Case IH - article by Andre Magrini

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CNH Industrial/Case IH

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CNH Industrial/Case IH - article by Andre Magrini

A estimativa para nosso futuro é que a população do planeta aumentará quase 20% para 9,15 bilhões até 2050. Esse crescimento apresentará desafios imensos, principalmente para o Agronegócio. Em 2012, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação ea Agricultura informou que a produção agrícola teria que crescer em 60% para atender a essa demanda crescente de alimentos. O que isso significa para o futuro do agronegócio?

Sabemos que as áreas agricultáveis no mundo são limitadas, portanto o caminho a seguir está ligado diretamente a produtividade. Para que o aumento de produção aconteça se faz necessário inovar, repensar não só o processo produtivo mas também as maquinas e insumos que compõe esse conjunto de esforço e trabalho ocorrendo assim uma mudança de conceito.

Um exemplo prático que posso citar é o da agricultura mecanizada. Particularmente cresci em Dourados, uma cidade com foco na produção de grãos. Desde de pequeno presenciei o crescimento das Plantadeiras Mecanizadas e suas tecnologias embarcadas e por consequência o alto preço de aquisição das mesmas. Além de um investimento substancial neste equipamento existe um risco dessa máquina quebrar e o produtor rural ter ameaçado sua safra pelo timing do plantio. No entanto, à medida que os equipamentos autônomos começaram a entrar no mercado, podemos ver o redimensionamento desse equipamento.

Abre-se então a oportunidade para pequenas maquinas, porém em maior quantidade. Muitas máquinas menores que trabalham ao mesmo tempo que podem realizar tarefas, como plantar sementes, sem um operador, utilizando o mesmo conceito que as unidades de várias linhas em uma plantadeira, eliminando assim há necessidade de um trator, o que elimina o custo do conjunto trator pesado e de uma grande plantadeira. Mais além, se quebrar uma as outras continuariam plantando sem interromper o trabalho todo.

Muitos podem dizer que está tecnologia está distante, mas poucos sabem que algo parecido já está no mercado e é um sucesso de vendas na Europa. Trata-se dos Robôs Cortadores de Grama, sendo carregados na tomada ou por energia solar. E não se trata somente de uma indústria a investir nesse seguimento, mas gigantes como Honda, Husqvarna e Stihl, que acreditam no trabalho autônomo e na IoT (Internet of Things).

Seguindo uma linha de raciocínio muito parecida a Industria Fendt em parceria com a AGCO apresenta também uma solução inovadora. Através do projeto de pesquisa MARS (Mobile Agricultural Robot Swarms), em colaboração com a Ulm University of Applied Sciences desenvolveram um sistema incluindo pequenos robôs que operam em enxames e um controle de sistema baseado na nuvem. O novo sistema Xaver da Fendt usa pequenas unidades de robôs que operam em enxames para planejar, monitorar e documentar com precisão o plantio preciso de milho. O gerenciamento de satélites e dados na nuvem permite operações de navegação, com acesso permanente a todos os dados. A posição exata e o tempo de semeadura de cada semente são registrados com precisão. Saber exatamente onde a semente foi plantada abre novos potenciais para novos processos, uma vez que as operações subsequentes, como proteção ou fertilização de culturas, podem ser realizadas com precisão na planta individual, imagine a economia!

Seguindo os mesmos conceitos do robô cortador de grama, com motor elétrico a bateria, o baixo peso (aproximadamente 50 kg) e a operação autônoma, a plantação pode continuar 24 horas por semana, mesmo em condições que as máquinas convencionais encontrem dificuldades, por exemplo devido ao estado do solo ou das emissões de ruído. Isso aumenta a produtividade e a flexibilidade do processo produtivo. Em relação aos pneus grandes, a pressão no solo é quase insignificante (aproximadamente 200 g / cm²) diminuindo assim a compactação do terreno. Utilizando 70% menos de energia para fazer o mesmo trabalho e, consequentemente, produzem também menos CO2 ao fazê-lo. Uma vez que o diesel e o óleo não são necessários para operar os robôs, não há possibilidade de vazamento e contaminações do solo. Para os que acreditam na fragilidade do sistema, os robôs possuem um design mecanicamente simples, não usam sensores complexos e, portanto, são altamente robustos. Seu tamanho pequeno e peso leve facilitam a manutenção, podendo ser realizada na fazenda ou em concessionaria.

Portanto a única certeza que temos é que a mudança virá e que os produtores brasileiros devem estar atentos as novas tecnologias para continuar como protagonistas no Agronegócio Internacional. As indústrias do segmento vêm investindo pesado em pesquisas e desenvolvimento, acreditando na velha máxima, “Quem chega primeiro bebe a água limpa”.

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