Estratégia de Comunicação Corporativa - article by Andre Magrini

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Estratégia de Comunicação Corporativa

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Estratégia de Comunicação Corporativa - article by Andre Magrini

Artigo: Fundamentos da Governança Corporativa – Parte do PFCC – Programa de Formação e Certificação de Conselheiros da Board Academy Br

Comunicação e a Governança Corporativa

Organizações bem administradas que falham em reconhecer a importância da comunicação corporativa pecam por ineficiência. Isso vale não apenas para vendas e marketing, mas também para a boa governança corporativa, e a comunicação regular com as partes interessadas (das quais os clientes são fundamentais, é claro) ajuda a manter todos os relacionamentos abertos e saudáveis.

Item fundamental para o princípio da transparência, a boa comunicação corporativa leva a um ambiente de confiança. Conversar e conhecer os stakeholders ajuda a entender a cultura da empresa.

Também é lógico que, para saber como estamos evoluindo em nossa Governança Corporativa e na consecução de nossos objetivos, precisamos de um sistema de monitoramento e reporte que esteja conectado diretamente aos stakeholders dos quais depende esse sucesso. Uma comunicação clara dentro de uma organização é extremamente importante para que as estruturas de governança corporativa tenham sucesso. Por exemplo, quando um funcionário é responsável por várias funções de contabilidade e relatórios, ele precisa entender toda a estrutura organizacional dentro da qual está operando.

Relevância da Governança Corporativa

A reconhecida importância da comunicação na governança corporativa, e a atenção que ela recebe hoje, pode ser atribuída a vários fatores: escândalos financeiros (e as repercussões que tiveram nos mercados de valores mobiliários e financeiros), o desenvolvimento exponencial das ações políticas, a assimetria de informação que se verifica em praticamente todas as empresas, e muito mais. A isto acresce a progressiva intensificação da dinâmica ambiental, que há algum tempo afeta as empresas que operam em mercados condicionados por fenômenos como a globalização, a desregulamentação etc.

Em uma economia globalizada, os ecos dos escândalos são ampliados, mas – infelizmente – os efeitos muitas vezes se concentram apenas em uma audiência parcial; grandes empresas multinacionais instalam-se facilmente em localizações distantes do planeta (com base em conveniências econômicas cujos benefícios são mais fortes do que os problemas de relocalização), mas também abandonam facilmente essas localizações, para se mudarem para novas instalações noutro local, com consequências imagináveis nos ambientes socioeconômicos nacionais e regionais.

Esse processo, que também pode permitir evitar sanções de governos locais, talvez por comportamento patológico no sistema de governança, foi criticado por todos os lados. A esse respeito, J.E. Stiglitz afirma que “deve ser possível para qualquer país em que a empresa (ou seus proprietários) possua ativos, estar ciente de processos judiciais, onde seus julgamentos possam ser executados. A empresa pode ter sua sede onde bem entender, mas isso não deve permitir que ela fuja de suas responsabilidades em outras jurisdições. Para que isso aconteça, pode ser necessário remover o véu de sigilo que envolve as grandes multinacionais.

O resultado é que, particularmente nas economias modernas profundamente condicionadas pela globalização dos mercados, a questão da Governança Corporativa e a questão dá comunicação adquire particular relevância, para proteger a necessidade de informação dos stakeholders que definem cada empresa ou grupo.

Assim, diante de inúmeros fatores, a comunicação de governança corporativa é de fundamental importância e deve, portanto, concretizar-se em um relacionamento concreto com os públicos (internos e externos) aos quais toda empresa se dirige, se pretende estabelecer uma relação contínua e mutuamente lucrativa.

Estratégias e Ferramentas de Comunicação para Governança Corporativa.

Existem diversas maneiras e estratégias para se comunicar com os envolvidos, e aqui podemos citar algumas maneiras:

·        Relatório Integrado

·        Relatório de Governança Corporativa

·        Demonstrações Financeiras (anuais, intermediárias, consolidadas)

·        Relatório do Conselho Fiscal

·        Relatório dos Auditores Externos

·        Relatórios provisórios

·        Código de Ética

·        Código de Conduta (Negociação Interna)

·        Tabela de Valores

·        Relatório de Intangíveis

·        Relatório Ambiental

·        Balanço Social

·        Relatório de Sustentabilidade

·        Orçamento de Género

·        Informações sobre as relações entre a empresa-mãe e as subsidiárias (por exemplo, acordos de joint venture,

·        compras e vendas de filiais da empresa e de investimentos significativos, etc.)

·        Informação sobre reuniões com operadores de mercado

·        Comunicados de imprensa e entrevistas e declarações aos meios de comunicação

·        Relatório de Responsabilidade Social Corporativa

Conclusão

Assim, é necessário enfatizar o papel dos gestores, ou dos chamados ‘técnicos’, no contexto da comunicação realizada a partir da tão referida visão dos stakeholders e, portanto, também no âmbito de uma relação integrada. Da mesma forma, essas relações devem ser otimizadas, a fim de alcançar a satisfação dos stakeholders. E também podemos constatar que não raras vezes as empresas de maior dimensão dotam as suas estruturas operacionais de uma unidade criada especificamente para manter as relações com os stakeholders, ainda que lhes atribuam nomes diferentes que apenas se referem a aspetos específicos dessas relações (responsabilidade social empresarial, relações públicas, comunicação corporativa, sustentabilidade, etc.). Como citado anteriormente, a comunicação é item básico para a transparência.

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