História do Milho no Brasil - article by Andre Magrini

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História do Milho no Brasil

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História do Milho no Brasil - article by Andre Magrini

O Milho participa da história da humanidade há pelo menos sete milênios. Sua existência iniciou-se no México, espalhando-se por toda América Central. Já na América do Sul, sua presença foi registrada a quatro milênios onde hoje é o Sul do Peru.

Como trata-se de um grão de alto valor nutricional foi escolhido como alimento auxiliar as grandes navegações ocorridas no século XVI, ajudando assim sua expansão para outras partes do mundo.

Aqui no Brasil os Portugueses conheceram o grão com os indígenas e perceberam que ele era um dos principais itens da dieta dos habitantes locais. Por consequência, a colonização ajudou a popularização integrando assim o hábito alimentar de toda a colônia.

O milho foi tão importante para o Brasil que o envio do grão para as expedições sertanistas dos paulistas (Bandeirantes) nação adentro, garantiam o sustento de toda a tropa já que o cardápio era limitado a caça, pesca e coleta de frutas. Portanto, o cereal encaixou-se muito bem ao estilo de vida, uma vez que era um alimento barato, com um ciclo vegetativo de três meses, não necessitava de um trato na terra e podia ser carregados em grãos. O milho era plantado e depois alguns bandeiras voltavam para colhê-lo, quando isso não era feito por outra expedição que vinha na sequência.

Desde então sua relevância só cresceu, e atualmente a proeminência econômica do milho é fundamentada em sua utilização para alimentação animal, indo a indústria de alimentos e bebidas e até combustíveis.

Cerca de 80% de seu uso é para alimentação animal tendo como a Suinocultura e Avicultura os maiores clientes. Além dos suínos e dos frangos, existe um aumento na ultima década da demanda por milho para alimentação animal de bovinos e de pequenos animais (pets).

O governo brasileiro teve grande destaque no desenvolvimento da produção do milho no Brasil, investindo muito em pesquisa. Em 1966, criou-se o Ipeaco, iniciando assim grande expansão da pesquisa de melhoramento de variedades. Em 1975 na antiga sede de Campo de Cereais e Leguminosas, tendo a união do IAO (Instituto Agronômico do Oeste) e do Ipeaco (Instituto de Pesquisa e Experimentação Agropecuária do Centro-Oeste) criou-se a Embrapa Milho e Sorgo.

Sendo esse um fato determinante para o desenvolvimento de híbridos de milho competitivos no mercado, o que resultou em aumento de produtividade e atendimento à crescente demanda de alimentos para a década de 1980, ampliando a fronteira agrícola em direção ao Centro Oeste.

Com a evolução do plantio atingindo 12 milhões de hectares no final da década de 90, foi a vez de desenvolver variedades resistentes a acidez do solo, onde possibilitaria outro boom de crescimento.

A Embrapa Milho se tornou gigante em todos os sentidos, instalada em uma área de mais de 1.900 hectares com uma Sede d, 2.979 m2  e 4.826 m2 como laboratórios. Hoje além de estudos genéticos, resistência a pragas, existe também grande investimento em irrigação, com 212,5 ha irrigados por aspersão (74 ha por pivôs e o restante em aspersão convencional) e 40 ha por inundação, na sede, além de 48,4 ha irrigados no Campo Experimental do Gorutuba, sendo 27,9 ha por aspersão convencional, 14,0 ha por sulco e 6,5 ha por inundação.

Outro fator que destaca a Empresa é a infraestrutura de laboratórios. Esses são os responsáveis por diversos avanços com parceria publico privada, tendo bases de estudo em Agroquímica; Bioquímica Molecular; Biologia Molecular; Biologia Celular; Análise de Sementes; Análise Foliar; Composição Centesimal; Fertilidade; Física e Química de Solos; Fertilizantes; Microscopia Ótica e Eletrônica; Eco toxicologia de Insetos; Manejo de Pragas; Microtoxinas; Microbiologia de Solos; Controle Biológico; Qualidade de Grãos e Forragens; Fitopatologia; Criação de Insetos (Lacri); Manejo de Plantas Daninhas e Dinâmica de Herbicidas.

Divida hoje em cinco Núcleos distintos e de igual importância, a organização dos estudos dividem-se:

·        Núcleo de Recursos Genéticos e Desenvolvimento de Cultivares – NRGC

·        Núcleo de Desenvolvimento de Sistemas de Produção – NDSP

·        Núcleo de Pesquisa em Fitossanidade – NFIT

·        Núcleo de Biologia Aplicada – NBA

·        Núcleo de Água, Solo e Sustentabilidade Ambiental – NSAM

Atualmente, o milho é um dos principais cereais cultivados em todo o mundo e é o 2º grão mais cultivado no território brasileiro. No Anuário Estatístico do Brasil (IBGE, 1947), relata que a área plantada de milho em 1944 era de 4,10 milhões de hectares, apresentando um rendimento médio de 1.359 kg/ha e produção total de grãos de 5,58 milhões de toneladas. Em 1980 a área plantada com a cultura do milho já chegava a 12.1 milhões de hectares, alcançando produção total de 19.435 milhões de toneladas, o que gerou uma produtividade média de 1.752  kg/ha. Já na safra 2019/2020 o Brasil obteve recorde de produção com aproximadamente 102,5 milhões de toneladas de milho, colhidas em 18,5 milhões de hectares, com rendimento médio de 5.537 kg/ha.

Fonte: Conab

Fonte: Conab

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